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Sugestao de normas

SUGESTÃO DE NORMAS PARA REALIZAÇÃO DE EXPERIMENTOS COM COELHOS

Janeiro/2016

Quando pesquisadores realizam seus experimentos uma dúvida que costumam ter está relacionada com o número de animais necessário. Por um lado se deve ter um número mínimo de coelhos para que os resultados sejam confiáveis. Esse número não pode ser muito elevado, haja vista os elevados custos para execução dos experimentos, além de questões de ética animal.

Para coelhos os documentos que podem ser consultados para tal fim estão disponíveis no site da Revista Mundial de Cunicultura e podem ser acessados através do link: http://www.wrs.upv.es/guides_and_harmonised_methods.php.

Falta raçao

FALTA RAÇÃO DE BOA QUALIDADE EM DETERMINAS REGIÕES

Janeiro/2016

A questão da ração na granja cunícula é um tema de grande interesse para os cunicultores, haja vista que a alimentação pode representar cerca de 60% dos custos gerais. Contudo, grande parte das rações não é formulada considerando as exigencias nutricionais dos coelhos, o que contribui para queda no desempenho produtivo dos animais. Há rações de boa qualidade que muitas vezes não chegam a ser vendidas nas regiões dos cunicultores.

Concordando com a afirmativa acima, na região de Ribeirão Preto por exemplo, cunicultores relatam que não encontram um lugar que venda ração de qualidade mínima e quando a vendem é pouca quantidade sendo ainda o preço bem alto. Conforme citado, o problema é agravado porque as fábricas não vendem diretamente aos produtores, a não ser que seja uma carga fechada de um caminhão.

A ACBC informa que informações sobre formulação de rações para coelhos estão disponíveis no manual de formulação. Um grupo de cunicultores poderia buscar um fábrica e solicitar que formulem conforme as informações deste manual. Além disso, é necessário que os cunicultores se organizem para realizar compra coletiva de maior quantidade, o que deverá proporcionar queda significativa no preço por quilo.

Consulta publica CONCEA

ACBC COLABORA PARA A CONSULTA PÚBLICA DO CONCEA

Janeiro/2016

A ACBC enviou sugestões para o CONCEA relacionadas à consulta pública sobre "Procedimento - Roedores e Lagomorfos mantidos em instalações de instituições de ensino ou pesquisa científica". Enviou também um ofício que apresenta uma rápida explanação sobre o problema de considerar os coelhos mantidos nas escolas para produção de carne ou animais de estimação, conjuntamente com os roedores utilizados em pesquisas biológicas de biotério.

Ressaltamos que essa atividade de pesquisa biológica realizada nos biotérios é de extrema importância para a sociedade, mas que as instituições apresentam outros modelos distintos que devem ser considerados a parte.

Enriquecimento ambiental

Nota Técnica - Como enriquecer as gaiolas dos coelhos gastando pouco


Por: Luiz Carlos Machado

Professor do IFMG Bambuí

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Para baixar essa nota técnica em PDF, com figuras, clique aqui

 

 

 

A domesticação dos coelhos, apesar de ser recente, já apresentou grande impacto no comportamento desses animais que quando enjaulados apresentam limitada liberdade de movimento, contribuindo assim para se elevar o tempo de descanso e a ocorrência de problemas relacionados ao sistema locomotor, além de favorecer a perda da capacidade de saltar. Além disso a observação de comportamentos anormais, chamados estereotipados, tais como morder a gaiola ou raspar o seu canto, ou sinais de inquietação, indicam alguma desordem comportamental. Na realidade faltam oportunidades para que os animais realizem outros tipos de comportamentos neste pequeno ambiente.

Os coelhos mantidos nos galpões de cunicultura normalmente ficam em gaiolas de arame e não tem qualquer atividade para entretenimento, contribuindo para estado de ócio e para a ocorrência dos problemas relatados anteriormente. Infelizmente a margem de lucro dos cunicultores é muito baixa o que reduz o capital para investimento em melhorias para o sistema. Nos últimos anos muito tem se falado em bem-estar animal e cedo ou tarde a atividade produtiva terá que se adaptar a certas normas e critérios, ainda não estabelecidos no Brasil.

Há que se considerar também que a utilização dos coelhos como animais de estimação (pet) gera um problema relacionado ao alojamento desses animais, que não podem ficar todo o tempo soltos, pois podem roer móveis, comer plantas, urinar/defecar em locais inadequados e poder ser molestados por outros animais. Infelizmente as atuais gaiolas disponíveis no mercado não são adequadas, sendo pequenas e não oferecendo opções de entretenimento aos animais.

Dessa maneira é importante que sejam apontadas medidas para enriquecimento das gaiolas, as quais serão muito importantes para melhoria da qualidade de vida dos coelhos pet bem como para os coelhos criados em galpões. Essas opções serão apresentadas resumidamente a seguir, sendo somente consideradas as de baixo custo.

  1. Bloco de madeira para roer. O coelho é um animal que apresenta dentes incisivos de crescimento contínuo havendo sempre a necessidade de desgasta-los, o que o animal realiza também quando está ingerindo a ração. Além disso alguns animais sentem a necessidade de roer coisas diversas, sendo isso hábito comum do animal. A adição de um bloco de madeira é uma alternativa barata que pode ser interessante para isso. Este bloco de madeira também pode ser afixado à lateral da gaiola.

 

  1. Latas vazias de alumínio. São uma solução bastante barata para enriquecer o ambiente do animal e após se acostumarem com o objeto e com o barulho, brincarão com o mesmo, utilizando para isso o seu focinho. Alguns animais também o morderão.  Quando se perceba que o material está desgastado ou rasgado, deve-se substitui-lo afim de se evitar ferimentos.

 

  1. Balancinho de madeira ou de PVC. É uma excelente fonte de enriquecimento, que pode ser dependurado ao teto da gaiola pelas duas extremidades (como um pequeno pedaço de cabo de vassoura). Os animais brincarão com o mesmo utilizando o focinho. Se tem percebido, através de pesquisas, que o melhor material para isso é a madeira, material de grande preferência pelo animal.

 

  1. Prato dependurado. Também é interessante pois os animais brincam com este objeto, colocando a cabeça abaixo e tocando-o. Pode-se usar para isso um prato esmaltado amarrando-o a uma corrente ou arame que deve estar preso ao teto da gaiola.

 

 

  1. Corrente de aço. É uma forma de enriquecimento muito barata onde este material será dependurado no teto. Os animais tocarão a corrente e caso esta encoste no piso da gaiola se fará barulho, o que chamará a atenção do animal.

 

 

  1. Plataforma para descanso podal (repousa patas). Conforme alguns especialistas em sanidade cunícula, este objeto deveria ser obrigatório devido à sua importância para a saúde e bem-estar dos animais. No Brasil não são vendidas plataformas específicas para coelhos embora se possam adaptar algumas utilizadas em suinocultura. Caso sejam feitas com madeira, atenção especial deve ser dada à limpeza da plataforma.

 

  1. Plataforma elevada. É uma plataforma de arame ou chapa de aço adicionada à gaiola dos animais, proporcionando mais espaço para a matriz bem como local de escape quando os filhotes começam a sair do ninho, pois incomodam a coelha quando tentam mamar. Essa forma de enriquecimento deve ser considerada quando na montagem da gaiola ou caso esta já esteja pronta, pode-se adaptar materiais diversos. Os animais mantem preferência também pelo local abaixo da plataforma.

 

 

  1. Tubo de PVC para esconderijo. Naturalmente os coelhos gostam de se abrigar durante o dia e proporciona-lhes um esconderijo pode ser uma excelente alternativa para a melhoria do seu bem-estar. Nota-se que os filhotes quando saem do ninho mantém grande preferência por este local. O tamanho ideal do tubo é de 150mm (diâmetro) por 300 mm (comprimento) podendo este variar. Este tubo deve ser afixado ao canto da gaiola e não permitir movimento. Normalmente os animais não defecam ou urinam dentro, mas caso aconteça deve-se proceder a limpeza.

Importância do controle zootécnico

A importância da escrituração zootécnica: o exemplo da UFLA

Por Wilder Daniel da Silva – Aluno de graduação em Zootecnia da UFLA

e Raquel Moura – Professora do Depto. Zootecnia da UFLA – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

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A escrituração zootécnica é uma valiosa ferramenta a ser empregada nas propriedades que trabalham com produção animal, sendo essencial para obtenção de lucros e valorização do produto no mercado. Ela tem como princípio básico a coleta, organização e armazenamento de dados referentes aos animais e manejo empregado. Sua importância é elevada devido ao fato de dar um ''feedback'' ao produtor sobre a eficiência das práticas adotadas no manejo (alimentar, reprodutivo, sanitário), permitindo uma tomada de decisão baseada em resultados positivos ou negativos.

Os dados adquiridos através da escrituração zootécnica nos direciona sobre quais atitudes devemos tomar diante de problemas que possam estar acontecendo e também sobre quais são os melhores animais para permanecer no plantel. Essa prática contribui para uma boa administração, pois o lucro está diretamente ligado a um melhor controle dos custos de produção.

No Setor de Cunicultura do Departamento de Zootecnia da UFLA é utilizado um quadro branco para anotar a quantidade diária de alimentos fornecidos (figura 1), além de fichas e planilhas para controle da produção e reprodução dos animais, modelos semelhantes aos disponíveis no site da ACBC (www.acbc.org.br).

 

 

Figura 1. Quadro branco usado para anotação dos dados da alimentação (quantidade de ração peletizada, forragem e tipo de forragem) e manejo relacionado com reprodução (data cobertura, data diagnóstico gestação, data colocação ninho, data previsto de parto, início de manejo pré-desmame e desmame dos láparos)

 

A identificação dos animais é feita com caneta permanente na orelha (alternativa para quem não tem tatuador e trabalha com plantéis pequenos), variando a posição da marcação de acordo com a categoria: orelha direita (reprodutores/ reposição) e esquerda (recria/engorda).  Foram criados códigos de acordo com cada finalidade produtiva (”C” - carne; “P” - estimação “pet”; “L” - pele) e categoria: “R” - macho reprodutor/reposição (idade acima 75-90 dias); “Z” - matriz/fêmea reposição (idade acima 75-90 dias); “F” - fêmea em recria/engorda (idade entre 30-90 dias); “M” - macho em recria/engorda (idade entre 30-90 dias). Por exemplo, o animal ”RC1” corresponde a um macho reprodutor de carne número 1. Como esse tipo de marcação não é permanente como seria uma tatuagem, a identificação nas orelhas precisa ser reforçada semanalmente, o que é feito simultaneamente à pesagem dos animais (descrição detalhada a seguir). Todas as gaiolas também são numeradas sendo esta uma outra forma de identificação do plantel, o que facilita o manejo por agilizar a localização do animal.

Uma das fichas que se utiliza é para controle do desempenho reprodutivo dos machos (figura 2), onde são anotadas as seguintes informações: data da cobrição, animais envolvidos, data prevista para o parto, diagnóstico de gestação, data para colocação do ninho, data do parto, número de filhotes (vivos e mortos), média de peso da ninhada, data do desmame e número de láparos vivos desmamados. As matrizes também têm fichas individuais e isso ajuda na decisão sobre possível descarte daqueles animais menos produtivos, além de evitar cruzamentos consanguíneos (de animais parentes). Essas informações são usadas para analisar como está o desempenho reprodutivo das matrizes e reprodutores e selecionar os melhores indivíduos para reposição e melhoramento dos índices produtivos.

 

 

Figura 2. Modelo de ficha utilizada para controle individual dos reprodutores

 

Desde o nascimento dos coelhos, e em intervalos semanais, é feito um controle de peso, todas as sextas-feiras,  sendo os valores  anotados para controle do peso vivo, visando a diminuição dos custos de alimentação. Cada filhote desmamado aos 30 dias de idade recebe o código de identificação, facilitando assim a verificação de quais dos indivíduos são mais produtivos, considerando-se o parâmetro de ganho de peso. Essa pesagem inclui também os adultos (reprodutores e matrizes), para verificar se os mesmos estão mantendo seu peso.

A aferição do ganho de peso dos filhotes é muito importante, pois é através dele que podemos buscar melhorias, ou alterar o manejo, visando atingir o peso de abate (mínimo de 1,8 Kg) no menor prazo possível.

A coleta de dados é então interessante para que se possa estudar o desempenho dos animais, que é influenciado pela alimentação empregada, ambiência do local e época do ano, dentre outros fatores. Na figura 3 está ilustrada a evolução do peso médio de uma ninhada de coelhos Nova Zelândia Branca x Botucatu, que atingiram 2,5 kg aos 103 dias de idade. O gráfico foi feito com o eixo “x” sobre a idade em dias dos animais e o eixo “y” sobre peso vivo dos animais em gramas. Foi marcado dois pontos no gráfico, aos 30 dias, representando a idade de desmame, e aos 75 dias, idade considerada ideal pelo fato dos coelhos de porte médio já apresentarem peso acima de 1,8 kg.

 

  

 

Figura 3. Evolução do peso médio de uma ninhada de coelhos Nova Zelândia x Genética Botucatu

Esperava-se abater os animais quando estivessem com 2,5 kg, pois se acreditava que compensaria mais se comparado a coelhos de 1,8 kg. Com base na análise de dados obtidos através da escrituração zootécnica, chegamos a conclusão que era antieconômico esperar que os coelhos atingissem peso de 2,5 Kg para serem enviados ao abate, haja vistas que a idade seria muito elevada. Além disso, uma carcaça de 1,0 kg, exigida pelos frigoríficos como valor mínimo, já é atingida com 1,8 kg.

O período de engorda ideal, preconizado atualmente no Brasil, é de 60 a 70 dias, porém os animais mantidos  no setor da UFLA gastaram mais tempo para atingir peso de abate. Deve-se enfatizar também que após 75 dias de idade os animais ganharam apenas 750 gramas em 28 dias, sendo o consumo adicional de ração nesse período muito elevado (150g/animal/dia) não compensando economicamente. Dessa maneira o controle de peso dos animais foi importante para estabelecer o peso de abate entre 1,8 a 2,0kg, , evitando gastos desnecessários com ração.

 

 

 

Iniciando a criação

Nota Técnica – Me despertou o interesse em criar

coelhos,  o que faço agora?

7 dicas importantes

 

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 Por: Luiz Carlos Machado

Professor do IFMG Bambuí, Presidente da ACBC

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A criação de coelhos é uma atividade empolgante e sempre que são exibidas reportagens sobre a cunicultura um grande número de pessoas se veem interessadas. Parte dos que iniciam sem muita informação logo descobrem que é uma atividade complexa, o desempenho produtivo e reprodutivo dos animais não costuma ser o que esperavam além de não conseguirem vender seus produtos, se encontrando então repletos de dificuldades das mais diversas ordens. Prova disso é a elevada quantidade de criadores que desistem da atividade já no primeiro ano de trabalho.

Assim, nossa experiência tem mostrado que grande parte das pessoas ficam extremamente empolgadas quando escutam falar de cunicultura e pensam que os lucros virão na mesma velocidade que a reprodução dos coelhos, ou seja, de maneira muito rápida. Para essas pessoas sempre recomendamos cautela. A cunicultura sempre está associada a essa palavra, principalmente quando se está iniciando.

Temos trabalhado na orientação dos interessados para que iniciem a atividade da maneira mais segura possível. Dessa forma, algumas dicas são importantes e podem nortear as atividades iniciais.

 

  1. 1) Defina seu(s) produto(s) de venda

Como cunicultor, você produzirá o que? Animais para venda ao frigorífico, coelho abatido, animais pet ou animais para laboratório. Além disso, pode-se agregar valor à atividade, vendendo também outros subprodutos como pele, gaiolas, feno, ração ou esterco. Dessa maneira, previamente ao início da atividade, o interessado deve fazer contatos gerais com possíveis compradores e vendedores e se inteirar dos detalhes comerciais. Lembre-se que caso trabalhe com pets, deve-se investir em divulgação e marketing, principalmente na internet, além de estar próximo a um centro urbano. Já se for produzir animais para envio ao frigorífico a diminuição dos custos da criação (principalmente alimentação) deverá ser prioridade, pois o lucro por animal é muito pequeno. Além disso é desejável que a criação esteja próxima ao abatedouro ou ao contrário, os custos de envio serão elevados e para compensar, o cunicultor deverá enviar uma maior quantidade de animais por vez.

 

  1. 2) Visite outros cunicultores e verifique se há vizinhos

É fundamental que o interessado visite outros cunicultores mais experientes e troquem informações sobre a atividade, venda, dificuldades, etc. Além disso, nesse momento poderia estar nascendo uma parceria comercial importante, que fortaleceria a ambos. Além disso cunicultores da mesma região podem dividir custos quando no envio de animais para abate, compra de maior quantidade de ração (a menor preço), etc. A médio prazo esses vizinhos podem planejar uma associação de cunicultores, as quais são urgentes em nosso país.

 

  1. 3) Leia sobre o assunto ou faça minicursos

É fundamental que o cunicultor estude a atividade antes de inicia-la. Para se trabalhar com coelhos é necessário possuir conhecimentos básicos sobre alimentação, raças, manejo, reprodução, etc. Uma fonte de fácil leitura é o Manual Prático de Cunicultura, que está disponível gratuitamente na página: http://www.acbc.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=153&Itemid=197. Além da leitura, caso haja a possibilidade da participação em minicursos sobre cunicultura, não perca tempo. Se inteirar da atividade é fundamental para seu sucesso futuro.

 

  1. 4) Comece pequeno e deixe a criação aumentar conforme sua experiência

Não é indicado que o cunicultor já comece com elevada quantidade de matrizes. Inicialmente os problemas são muitos e os animais não respondem da forma planejada. Trabalhar com matrizes primíparas (primeira cria) é sempre muito difícil e a quantidade de animais desmamados inicialmente será menor que o esperado. Assim, é recomendado que o cunicultor comece com uma criação de 20 a um máximo de 50 animais, aumentando com o passar do tempo.

 

 

  1. 5) Não faça grandes investimentos iniciais

Somente é recomendado um grande investimento no momento em que o cunicultor tiver mais certeza e segurança de que continuará na atividade. É sugerido que se adaptem e aproveitem instalações já prontas na propriedade, as quais não podem ser totalmente fechadas. Pode-se buscar também a compra de gaiolas usadas a partir de outros cunicultores ou comprar novas diretamente do fabricante. Caso se queira investir, o governo nacional apoia pequenos empreendimentos e crédito rural e informações relacionadas podem ser obtidas no Banco do Brasil e/ou na secretaria de agricultura da sua cidade.

 

  1. 6) Adquira animais de instituições de ensino/pesquisa

Como dito anteriormente os interessados devem procurar reduzir custos. Os animais vendidos por instituições de ensino das áreas de Zootecnia/Veterinária normalmente comercializam animais de boa genética a baixo custo. Compre machos e fêmeas de locais diferentes para melhorar a variabilidade genética da criação. Atualmente para a produção de animais para abate, vem se propondo a utilização de cruzamentos de diferentes raças e dentre elas pode-se destacar a raça Botucatu (melhorada geneticamente, desenvolvida na Unesp-Botucatu campus Lageado) que poderá ser cruzada com a Nova Zelândia Branca.

 

  1. 7) Veja qual o custo da sua alimentação e como poderá ser baixado

Considerando que a alimentação responde por 60 a 70% dos custos em uma criação, o interessado deverá dar especial atenção a esse item, apontando respostas para as seguintes perguntas: quanto sairá para mim cada quilo de ração colocado em minha granja? Fornecerei volumoso e se sim qual será a espécie forrageira? É possível comprar uma quantidade fechada de ração que me proporcione algum desconto ou posso comprar essa maior quantidade a partir de uma compra coletiva junto a outros cunicultores? As rações que tenho disponíveis em minha região são de boa qualidade? Respostas claras a essas perguntas são essenciais para que se inicie a atividade com maior segurança. É possível dialogar com fábricas de ração e negociar quantidades fechadas a um custo mais baixo. Caso a fábrica de ração não tenha muita informação para a formulação da ração, poderá ser repassado a ela o Manual de Formulação de Ração e Suplementos para Coelhos, disponível gratuitamente em: http://www.acbc.org.br/images/stories/Formulao2.pdf.

 

Lembre-se que o diálogo é muitas vezes a chave do sucesso e neste sentido procure sempre ajuda técnica de especialistas ou de cunicultores mais experientes e sempre ajude a outros que buscam por novas informações. A união é necessária para crescimento mútuo.

Novembro/2015

Clique nas notícias para acessa-las

 

Dezembro/2015

Clique nas notícias para acessa-las

Outubro/2015

Clique nas notícias para acessa-las 

Software

SOFTWARE PARA CONTROLE DA GRANJA

Novembro/2015

 

O software "patablanca" foi desenvolvido para gerenciamento de granjas cunículas. Se trata de um software que auxilia no manejo e controle zootécnico da granja. Somente está disponível em língua espanhola. Sua versão para granjas de até 60 matrizes é gratúita e pode ser obtida a partir do site http://www.ecunicultura.com/softwre. Maiores informações poderão ser obtidas com Carlos, através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Consulta pública

CONCEA ABRE CONSULTA PÚBLICA RELACIONADA A CUNICULTURA NAS ESCOLAS

Dezembro/2015

O CONCEA (Controle Nacional de Controle de Experimentação Animal) abriu uma consulta pública sobre "Procedimento - Roedores e Lagomorfos mantidos em instalações de instituições de ensino ou pesquisa científica. A normativa coloca vários critérios para que os coelhos sejam utilizados nas pesquisas feitas nas instituições. As sugestões ao texto deverão ser encaminhadas por meio do endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. , mediante preenchimento do Anexo II - Formulário para Contribuições ao texto Procedimentos Roedores e Lagomorfos.

A ACBC junto a seus associados também está elaborando sugestões para serem encaminhadas.

Revista Super Varejo

REVISTA SUPER VAREJO DESTACA CUNICULTURA

Novembro/2015

 

A revista "Super varejo", de circulação nacional, direcionada ao setor supermercadista, fez uma matéria sobre a cunicultura, destacando seu grande potencial para produção de carne de alta qualidade. Para baixar a edição completa da revista clique aqui. A matéria pode ser acessada nas páginas 86-90.

TV e coelho pet

REDES DE TELEVISÃO MANTÊM GRANDE INTERESSE POR COELHOS PET

Outubro/2015

 

Várias redes de televisão vem buscando cunicultores para realizarem reportagens sobre coelhos, assunto que desperta muito interesse em geral. Essas reportagens são muito importantes para divulgação da cunicultura pet bem como para mostrar a sociedade que o coelho pode ser um animal interessante para ser mantido no ambiente familiar.

Desta vez a cunicultora Liliane, da "Coelhos Cantão", que com muita simpatia, mostrou um pouco de sua atividade recém iniciada. O vídeo pode ser acessado em: https://www.youtube.com/watch?v=2yrHUwRoq08&sns=em

Carnes OMS

OMS QUALIFICA CARNE DE EMBUTIDOS COMO CANCERÍGENA E VERMELHA COMO PROVAVELMENTE CANCERÍGENA

Outubro/2015

 

A Organização Mundial de Saude (OMS) colocou o consumo excessivo de carnes processadas, como embutidos ou frios, no Grupo 1 de risco de levar ao desenvolvimento de câncer, principalmente o colorretal. Pertencem a esta categoria, por exemplo, o tabaco e o amianto. Mas a organização esclareceu que pertencer ao mesmo grupo "não significa que sejam igualmente perigosos". Já o consumo excessivo de carnes vermelhas em geral - inclusive bovina, suína e ovina - foi inserido no Grupo 2, como "provavelmente cancerígenas" pelo informe, rico em indefinições devido à falta de dados conclusivos.

Atualmente a sociedade busca por opções de carne saudáveis e de fácil preparo. Neste sentido, a carne de coelho se destaca, sendo uma carne branca, considerada ainda uma das mais nutritivas que existem, apresentando baixos níveis de sódio, colesterol e gorduras e proteina de elevado valor biológico.